» domingo, 18 de fevereiro de 2018

19:10

Crítica | Pantera Negra - O Herói de Wakanda

Pantera Negra crítica
Reprodução

Heróis negros são minoria tantos nos quadrinhos quanto nos mangás, nas telonas então...

Muito se fala sobre Blade, que a meu ver é um ótimo personagem, mas em um filme muito mal aproveitado.

Com o Pantera Negra acontece o oposto, e eu lhes explicarei o por quê nas demais linhas presentes neste texto.

O herói surgiu em 1966 na The Fantastic Four #52, criadas pelos gênios dos quadrinhos Stan Lee e Jack Kirby, ambos criadores de outras centenas de heróis bastantes famosos, mas em sua grande maioria, brancos, privilegiados pelo patriarcado...

Obviamente seria o que um texto vitimista abordaria, mas este não é o caso.

O Pantera Negra é como se fosse um Batman da Marvel, só que com poderes e negro - algo que não diminui a relevância do herói, não para mim.

O longa já começa com bastante ação, o pai de T'Challa (lê-se Titialla) T'Chaka, ainda é o soberano de Wakanda, o detentor da armadura do Pantera Negra. Esse trecho serve como um bom interlúdio, já que a primeira aparição de T'Chaka foi em Capitão América: Guerra Cívil, e pouco foi contado sobre o personagem, que teve uma morte trágica no filme.

A partir daí começamos a seguir T'Challa, o atual Pantera Negra, um personagem mais decidido a ser rei do herói.

O filme é politizado, mas não ao ponto de ser chato, T'Challa é como se fosse um Donald Trump - me desculpem a comparação -; um líder que se importa unicamente com a sua nação.

O primeiro ato é composto basicamente por isso: T'Challa se torna rei, assumindo o trono de Wakanda no lugar de seu falecido pai, T'chaka. Segue para uma missão na Coréia do Sul; missão essa que serve mais para merchan de uma certa marca de carros; bem semelhante a uma cena com sua irmã, quando lhe apresenta um par de snickers, isso mesmo SNICKERSSS.

Na Coréia o Pantera enfrenta um de seus principais inimigos nos quadrinhos, o Garra Sônica (Andy Serkis), personagem que ocupa pouco mais de 15 minutos de tela, mas muito bem aproveitados, ele é aquele tipo de vilão sádico, estilo o Coringa de The Dark Knight Rises, odiado por alguns, amado por muitos.

O vilão protagonista da vez é Erik Killmonger (Michael B. Jordan), figurinha carimbada nos quadrinhos do Black Panther, e um vilão similar a Loki - também do UCM -, carismático, e que em certos momentos chega a nos convencer de que ele é 'certo'.

Vários pontos da história do filme se chocam com os das histórias dos quadrinhos, o enredo foi totalmente adaptado para o tempo de tela; Killmonger agora é primo de T'Challa, e busca vingança por um acontecimento do passado.

O vilão representa muito bem a figura de Hitler no longa, sendo um líder totalmente autoritário, e com sede de poder global. Seu objetivo, conquistar todas as nações e, elevar Wakanda ao topo do mundo, como nação suprema.

As personagens mulheres também dão um 'tchan' ao filme, em certos momentos elas parecem ser protagonistas ao lado de T'Challa, especialmente sua irmã, Shuri (Letitia Wright).

Um filme que aborda temas sérios, mas de maneira contida, sem sombra de dúvidas, um dosTOP 3 da Marvel.

9 de 10 estrelas.